15 de outubro de 2010

O D. Sebastião dos dias que correm

Não percebo grande coisa de politica mas como é obvio exerço o meu papel activo em relação ao assunto. Voto nas eleições e até ilustro os políticos no boletim de voto com pequenos bonequinhos com cabeças gigantes o corpos franzinos. O voto é considerado nulo, como é óbvio, mas os nossos dirigentes políticos também nos consideram nulos no que diz respeito aos assuntos da nação, por isso... Também lhes chamo nomes menos bonitos, mas isso faz parte do nosso dever como cidadãos, portanto acho que sou uma pessoa que se preocupa com a politica do país, que nunca descura o seu intelecto, daí manter sempre o conteúdo linguístico de insultos sempre actualizado.

Ontem, como é obvio, aprumei o meu melhor vocabulário para envia-lo mentalmente para o Eng. José Sócrates. Sincronizei a minha psique de tal forma que aposto que o Sr. Primeiro Ministro teve uma diarreia compulsiva em forma de DEM’s. Hoje, assim espero, está com o seu traseiro tão dorido e vermelhusco que não conseguirá sentar-se direito e quando o fizer edificará sempre uma expressão de dor aguda mesclada com algum desconforto, à medida em que sentirá o composto pastoso do Lauroderme difundir-se das náguedas até às entranhas.

A minha raiva é fundamentada porque depois de ter passado 3 horas em pé na estação de correios, numa fila do tamanho da muralha da China, acreditem que até um peregrino de Fátima comparado comigo se sentia leve e fresco! Com sorte não houve pancadaria e já depois das 7 horas da tarde consegui finalmente obter o comprovativo de pagamento do meu DEM porque o aparelho em si, nem vê-lo. Aquele objecto simplório do tamanho de um porta tampões, que ainda não possuo, custou-me a módica quantia de 27€, mais 10€ de carregamentos obrigatórios o que faz um total de 37€ pagos sem comer, nem beber. Finalizado o pagamento perguntei à Sra. Áurea, funcionária que me estava a atender, quando iria ter o DEM fisicamente ao que senhora respondeu: “Oh filha, eu sei lá isso agora! Ou vai para casa, ou vem aqui buscar! Depois alguém há-de dizer, tem que esperar!”

Neste momento, depois de já hoje ter pago 0.70€ para chegar ao trabalho, encontro-me à espera do meu DEM sendo incerto o dia e a hora da sua chegada. Poderá até eventualmente nunca chegar, nós portugueses já estamos muito habituados a coisas do género. Neste momento sinto-me nostálgica e repleta de sentimento patriótico porque o meu DEM e o de todos os portugueses é o D. Sebastião dos tempos modernos. Esperaremos então, ansiosamente, por ele. Ele, aquele que há-de vir numa manhã de nevoeiro...


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