4 de dezembro de 2010

Casamento Real



Então não é que o filho mais velho do Príncipe Carlos e da falecida vai casar? Pois é!
O Príncipe William vai desposar Kate Middleton na Primavera do próximo ano e a cerimónia vai realizar-se na abadia de Westminter, a sede de Igreja Anglicana.
Quase que aposto que a festa vai ser de arromba, muita pompa e ciscunstancia, tudo cheio de classe e muito elegante. Claro que não se pode esperar o contrário, afinal é o neto da Isabelinha II que vai casar, não se olha a gastos num dia como este que aposto que vai ficar para a história até porque William arrisca-se mesmo a vir a usar a coroa já que a única coisa que a avó vai dar ao pai do noivo é um valente chuto no rabo na altura da susseção.

Eu não aprecio muito casamentos, tenho que admitir, acho uma canseira daquelas que nem é bom lembrar. Mas por momentos, quando me deparei com a noticia do casamento real dei por mim a imaginar como seria este dia se fosse organizado à boa moda poruguesa!
A noiva, depois de uma secção fotográfica com 100 poses diferentes no seu quarto de solteira, seria levada até à igreja por um Mercedes descapotável vermelho, enfeitado com um ramo de gladiulos geribérias no capot. Já na casa do noivo, onde também se desenrolaria uma secção fotográfica à maneira, William cumpriria a foto da praxe no centro da sala de estar, ladeado pela vovó Isabel e pelo avô, sorriria como se estivesse feliz da vida enquanto era beijado pelos avós de forma delicada.
Na igreja com tudo convenientemente decorado, os noivos teriam a cerimonia dos seus sonhos, ao som das vozes do coro paroquial. A avó Isabel choraria de emoção e Carlos enxugaria os olhos com um lencinho de papel que Camila tiraria da pochete, assim que a Avé Maria de Schubert ecoasse pela abadia. Já cá fora, depois da cerimonia terminada, não poderia faltar a chuva de arroz do Lidl e a debandada das pombas brancas simbolizando amor eterno para o casal. Por esta altura já os convidados reclamavam da larica que começavam a sentir e a comandita era então toda encaminhada para o local da boda que seria numa quinta com piscina e serviço personalizado.
Pelo caminho Letizia e Filipe de Espanha perdiam-se juntamente com os nossos mui estimados Duques de Bragança. Com a canalha aos berros no carro, D. Duarte Pio perderia a concentração e quando dava por si já tinha perdido a fila indiana de carros com uma fita branca na antena no rádio. Filipe de Espanha, um pouco alterado, pararia o carro e sugeria a Letizia que ligasse para a Carolina do Mónaco para ver onde tinham virado da última vez e a monagasca lá conseguiria explicar o caminho correctamente para que os perdidos chegassem por fim ao copo de água.
Bolinhos de bacalhau, rissóis e presunto com melão compunham as entradas frias, acompanhados por cerveja e vinho da terra. Já na mesa dos quentes seriam servidas moelas, polvo com molho verde e tripinhas à medida que os convidados iam tirando as fotografias com o casal. Isabel II já estava neste momento com as pantufas ortopédicas calçadas e Letizia dava a sopa às suas crianças juntamente com Isabel de Bragança.
Depois de muita fotografia, os noivos abriam a sala de jantar onde seria servido bacalhau com natas e lombo assado e os doces seriam à descrição. Chegada a hora de abrir a pista os noivos dançariam ao som da famigerada Valsa da Meia Noite. O resto da noite teria que ser sempre a bombar e depois de alguns pimbas conhecidos os albuns do Caribbe Mix e da Bomba Latina rodariam até riscar. A noite findaria com Everything I do, I do it for you do Bryan Adams e o corte de bolo, brindado com o melhor champagne e uma chuva de fogo de artificio...

0 comentários:

Enviar um comentário