20 de abril de 2012

Ode à Ascendi

Ascendi, Ascendi...
De onde ascendes-te tu...?
De um astro, de uma estrela cadente?
Talvez do além ou do inconsciente,
Ou então foram-te simplesmente ao cu.

Indago eu, por vezes, sobre essa força de viver,
Sobre o que te move e faz crescer
E de onde surgirá tamanha merdiçe
Porque sei que seria mais feliz se antevisse
A correspondência que hoje recebo e não quero ler...

Porque tu vens, oh, se vens,
Pela calada da noite inocente
De temperamento rude e ímpeto cruel,
Estragar-me o fim de semana com uma humilde folha de papel
Mais aquelas que não tenho e que virão pela frente.

Mas cabe a mim responder
E ripostar por escrito tamanha indecência,
Já que ao balcão não posso soltar mais que um ganido
A funcionários de sobrancelhas unidas e protegidos por um vidro,
Que transparecem cagança e pouca ou nenhuma inteligência!

Dizem eles que não têm culpa,
Que tudo isto não passa de uma embrulhada dos CTT
Pois a mim parece-me que vou ser depenada viva
Por causa da puta da factura vencida
Que eu paguei mas vocês dizem ah e tal, não sem bem o quê!

Mas eu ergo-me das cinzas,
Qual fénix das chamas renascida!
E vou levar isto de ânimo leve e para a chacota,
Ou não fosse eu a digníssima Carlota
Que vai cagar na factura vencida!!!




2 comentários:

Karina sem acento disse...

LOOOOL o que eu me ri com isto! :D

Princesa sem Reino disse...

AHAHAHAH!!! Boa!

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